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2 de abril de 2022

Manifesto do Coletivo Paulo Freire


"O Coletivo Paulo Freire nasce da percepção intra partidária e da necessidade de se reorganizar para ser a caixa de ressonância política da resistência expressa nas lutas sociais e populares diante dos atuais retrocessos impostos à sociedade brasileira, nordestina e paraibana, pela ultradireita que chegou ao Governo Federal nos últimos seis anos pós golpe político, jurídico (lawfare) e midiático: trazendo desemprego crescente, exclusão social, a usurpação de direitos historicamente conquistados, como segurança alimentar, acesso universal à educação, moradia digna, fortalecimento do SUS, trabalho e renda, seguridade social, etc. Nossa luta social deve ser contínua, contra o sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS), o negacionismo, o aumento da violência, do feminicídio, do genocídio da juventude negra e periférica, a misoginia, o machismo, o sexismo, o racismo, a LGBTfobia e os crimes de ódio contra a comunidade LGBTQIAP+, a intolerância religiosa e tantos outros crimes típicos do projeto político ultraconservador."

Confira abaixo o manifesto do Coletivo Paulo Freire:











Lançamento do Coletivo Paulo Freire

 

O PT da Paraíba lançou neste sábado, 02 de Abril de 2022, um nova tendência partidária, o Coletivo Paulo Freire.

Evento realizado na cidade de Sapé, na Associação Atlética Banco do Brasil e contou com a participação de diversos dirigentes do PT do Estado da Paraíba e de filiados de diversas cidades, presencialmente e online via plataforma google meet.

O novo coletivo promete uma politica de interiorização das ações do partido, com o objetivo de desburocratizar o PT, fazendo-o chegar até as bases do partido em todas as cidades da Paraíba.

Além disso, a grande missão do Coletivo Paulo Freire é a eleição do companheiro Presidente Lula nas eleições desse ano e fortalecer ainda mais o nome e as práticas pedagógicas do grande pensador e educador Paulo Freire.

O coletivo recebeu mais de 150 assinaturas em apoio a sua fundação.


Siga o coletivo Paulo Freire no instagram: @coletivopaulofreirept

Siga nosso Perfil no Instagram: @pt_sape













1 de abril de 2022

60 ANOS DO ASSASSINATO DE JOÃO PEDRO TEIXEIRA

 




Neste sábado, 02 de Abril, o Memorial das Ligas e Lutas Camponesas realizará um ato em memória dos que deram suas vidas pelo direito de plantar e de colher.

Nesta data completam-se 60 anos do assassinato de João Pedro Teixeira, um dos líderes das Ligas Camponesas da Paraíba, esposo de Dona Elizabeth Teixeira.

O ato terá sua concentração na comunidade Barra de Antas, a partir das 14h, de onde sairá uma caminhada até o Memorial das Ligas e Lutas Camponesas, ali próximo.

João Pedro Teixeira, líder camponês, foi um dos fundadores das Ligas Camponesas de Sapé, em 1958, juntamente com Biu Pacatuba, João Alfredo, Pedro Fazendeiro e Ivan Figueiredo. 

Assassinado por capangas do latifúndio, em 2 de abril de 1962, na rodovia Café do Vento, em Sapé, alvejado pelas costas com tiros de fuzil a mando de fazendeiros da Paraíba, segundo consta nos depoimentos e materiais jornalísticos anexados ao processo da Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos - CEMDP (2013), os mandantes do crime foram Aguinaldo Veloso Borges, Pedro Ramos Coutinho e Antônio José Tavares. O crime teve evidente motivação política, com o objetivo de desmobilizar as lideranças camponesas da região.

João Pedro Teixeira é uma referência histórica na luta pela terra. A sua morte em 2 de abril de 1962 completa 58 anos e simboliza a criminalização dos movimentos populares no campo pré-golpe militar de 1964.

As Ligas Camponesas eram associações criadas por trabalhadores do campo como forma de organização política e ajuda mútua. Com frequência, as ligas despertavam a inimizade dos grandes fazendeiros e patrões latifundiários. A primeira liga surgiu em Pernambuco no ano de 1954 sob o nome de Sociedade Agrícola e Pecuária dos Plantadores de Pernambuco. Ela ficava dentro do Engenho Galiléia e serviu de exemplo para que a iniciativa se espalhasse pelo nordeste, chegando até a Paraíba, onde trabalhava João Pedro Teixeira.

Apesar da condenação, todos os culpados pela morte de João Pedro foram absolvidos em março de 1965, pelo regime militar.

Em 15 de julho de 2013, a Comissão Nacional da Verdade e a Comissão Estadual da Verdade da Paraíba, realizaram, juntas, uma audiência pública no município de Sapé (PB) para ouvir depoimentos e colher informações a respeito das perseguições às Ligas Camponesas, além de outros casos de violências e mortes que continuam sem solução, como dos trabalhadores João Alfredo Dias (conhecido como Nego Fuba) e Pedro Inácio de Araújo (conhecido como Pedro Fazendeiro), também militantes da Liga Camponesa de Sapé, desaparecidos em setembro de 1964.

A comissão recomendou a continuidade das investigações sobre as circunstâncias do caso de João Pedro para a identificação e responsabilização dos demais agentes envolvidos.

Desde janeiro de 2018, a importância de João Pedro Teixeira na história brasileira está reconhecida oficialmente pela lei 13.598/12, que inclui o nome do líder camponês no "Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria". O livro é confeccionado em aço, está exposto no Panteão da Pátria em Brasília (DF) e contém nomes como Zumbi dos Palmares, Anita Garibaldi e Chico Mendes. 

A história de João Pedro Teixeira foi retratada no documentário “Cabra Marcado para Morrer”, obra-prima do cineasta brasileiro Eduardo Coutinho. Após perseguições políticas, o longa iniciado na época da morte foi retomado quase 20 anos depois quando Coutinho se reencontra com a viúva de Teixeira, dona Elizabeth, que vivia sob um nome falso no interior do Rio Grande do Norte.

 

Referência: ALVES, Cida. Vida, luta e morte de João Pedro Teixeira - 58 anos de seu impune assassinato.Brasil de Fato Paraíba, 2020. Disponível em: <https://www.brasildefatopb.com.br/2020/04/06/vida-luta-e-morte-de-joao-pedro-teixeira-58-anos-de-seu-impune-assassinato>. Acesso em: 01 de Abr. de 2022.


LEMBRAR PARA NÃO REPETIR





 

Hoje completam-se 58 anos de um dos fatos mais terríveis da História da República Federativa do Brasil, o Golpe Militar de 64.

Um fato que gostaríamos de nunca mais falar ou lembrar, mas após os acontecimentos de 2016 que resultou no golpe cívico-parlamentar (com supremo com tudo) que destituiu a primeira mulher presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, sem quaisquer crimes cometidos ou atos que justificassem seu impeachment, se tornou impossível não lembrar ou falar de 64.

Com a justificativa de acabar com um fantasma (COMUNISMO) a democracia foi golpeada e muitas pessoas foram brutalmente torturadas, e/ou assassinadas por defender um país livre e democrático.

Com o golpe de 2016, vemos novamente a falácia de combate ao comunismo e a corrupção se espalhando como praga pelo país, fazendo chegar à presidência um exemplo fiel da desumanidade fascista.  Eleito em 2018, Jair Bolsonaro, um genocida que adora exaltar 64 e os torturadores, patriotismo chulo e militarismo.

Voltamos a repetir 64 ou foi um susto? Podemos nos recuperar sem ter que antes mergulhar de vez na podridão fascista?

2022 temos esperança, mas temos muito trabalho pela frente. Repetir essa história, Nunca Mais!

 

#DitaduraNuncaMais

#ForaBolsonaro


17 de fevereiro de 2022

PT DE SAPÉ MANIFESTA APOIO AOS MORADORES DE BARRA DE ANTAS E COBRA ESCLARECIMENTOS DO GOVERNO DO ESTADO

 

Em audiência popular, realizada na comunidade tradicional de Barra de Antas, dirigentes petistas cobraram explicações do Governo do estado sobre a notícia de construção de barragem no rio Gurinhém que pode deixar a comunidade submersa.

PT DE SAPÉ MANIFESTA APOIO AOS MORADORES DE BARRA DE ANTAS E COBRA ESCLARECIMENTOS DO GOVERNO DO ESTADO

No último dia 11 de fevereiro a comunidade ribeirinha de Barra de Antas, localizada no município de Sapé e na divisa com o município de Sobrado, realizou uma audiência pública de grande importância para a continuidade daquele povoado e em resistência às demandas que estão sendo impostas àquelas pessoas de cima para baixo, como salientou um dos participantes da mesa com a veemência de sua postura de cidadão consciente e indignado. A história e a memória daquelas pessoas jamais poderão ser apagadas pelas águas de uma barragem, que poderá deixar de baixo toda a comunidade tradicional de Barra de Antas.

A ideia da realização da audiência partiu de uma comissão de moradores locais junto com a direção do Memorial das Ligas e Lutas Camponesas, localizado na comunidade, com o objetivo de fazer um amplo debate com os demais moradores, cobrar esclarecimentos por parte do governo estadual, autor do projeto da Barragem, além de angariar o apoio de entidades populares e movimentos sociais com atuação na região e no estado.

O governo do estado não enviou representante à audiência para esclarecer as dúvidas e responder aos questionamentos dos moradores. Em janeiro deste ano os rumores de construção de uma barragem no rio Gurinhém e a provável inundação da comunidade se tornaram mais fortes, causando alvoroço e inquietação aos membros daquela comunidade ribeirinha. Desde então a comissão de moradores tenta em vão uma explicação do governo do estado através do secretário de recursos hídricos.

Segundo informações dos moradores, já foram feitos os levantamentos topográficos, no terreno, que levam os moradores a deduzir a extensão da área alagada, mas nenhuma satisfação foi dada aos moradores por parte dos representantes governamentais sobre possíveis indenizações, remanejamento das famílias, entre outras questões pertinentes.

Além disso, também a incerteza sobre o futuro e a integridade da casa onde morou João Pedro e Elizabeth Teixeira, hoje tombada como patrimônio histórico e sede da ONG Memorial das Ligas e Lutas Camponesas de Sapé, espaço de memórias e resistências do povo camponês. São muitas as incertezas e poucas as respostas oficiais.

Diante de todo o silêncio comprometedor do governo estadual, o secretário de finanças e planejamento do PT de Sapé, Miguel Alves cobrou lamentou a ausência do secretário de recursos hídricos da Paraíba, que não atendeu ao convite dos moradores e nem se dignou a enviar um representante para dar satisfação àquelas pessoas: “O secretário de recursos hídricos do estado, o senhor Deusdete Queiroga, deveria estar aqui nesta audiência para dar uma satisfação ao povo da Barra”. Sua ausência aqui nesta audiência é um desrespeito para com os moradores, que estão angustiados e ansiosos por uma explicação do governo”, concluiu.

Garibaldi Pessoa, secretário geral do PT de Sapé, por sua vez, alertou aos presentes da importância de estarem unidos e não se deixarem levar por promessas vãs oriundas de lideranças políticas terceirizadas, sem garantias concretas sobre o futuro da comunidade. “É fundamental que os moradores de Barra de Antas estejam unidos e atentos. Não é o governo que tem que dizer que os moradores tem que sair de suas casas. Se o governo quiser, ele modifica esse projeto e preserva a comunidade. Tem jeito pra tudo. De nossa parte estaremos aqui para lutar ao lado dos nossos amigos da Barra, como sempre estivemos”, finalizou.

A mesa de debates foi composta da seguinte forma:

O Sr. Léo, Prefeito Constituinte de Sobrado, João Lau, presidente do Sindicato Rural de Sapé, Marlon, Vereador de Sobrado, David Mathias de Sapé, Vereador de Sapé, Professor Rafael de Cruz do Espírito Santo e representante do CPT (Comissão Pastoral da Terra), André Brito, Presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde e região, Professor Paulo Palhano do Campus IV de Mamanguape, Cida Ramos, Deputada Estadual da Paraíba, Weverton Rodrigues, historiador e representante da ONG Memorial das Ligas e Lutas Camponesas de Sapé e coordenador geral da audiência pública popular.

Outras lideranças e movimentos populares que participaram da audiência:

Edno Luna, Diretor de Cultura de Sobrado, Emanuel Luna do PCdoB de Sobrado, integrantes do Coletivo Sapé de Luta, Ana Almeida diretora da biblioteca de Sapé e representante do grupo de estudo e pesquisa sobre as Ligas Camponesas (GEPMSEP), Cosmo do Assentamento Nova Vivência, professores da UFPB, militantes do Coletivo Carlos Mariguella, Movimento Negro de Sapé, Movimento do Povo de Terreiro de Sapé, Grupo de Estudos Gepeees (UFPB IV). A população de Barra de Antas esteve presente maciçamente na audiência e participou ativamente.

Entenda o caso

Segundo informações extraoficiais, o projeto do governo do estado já realizou demarcações topográficas para construção de uma barragem no leito do rio Gurinhém que banha terras da região da comunidade tradicional ribeirinha Barra de Antas. Essa barragem serviria como um tipo de "caixa d'água a céu aberto" com o objetivo de “juntar” um considerável volume de água necessária para abastecer o Canal Acauã-Araçagi, passando por diversas localidades como Mari, Caldas Brandão, Curral de Cima, Jacaraú, Capim, entre outras. Todas essas medidas foram realizadas sem  que os moradores fossem consultados ou informados, deixando-os totalmente alheios ao futuro das suas próprias vidas.

Ocorre que, segundo informações dos moradores de Barra de Antas, as demarcações topográficas indicam que o espelho d’água da barragem inundará não apenas a comunidade, (incluindo o campo santo, os equipamentos públicos, e as casas populares) mas também diversos lotes de terras de plantio de culturas de subsistência dos agricultores locais. Além disso, suspeita-se também que as águas possam inundar a sede do Memorial das Ligas Camponesas, marco histórico do município. Aliado a tudo isso está o silêncio do governo do estado que não apresenta o projeto a comunidade com toda a extensão dos danos causados pelo projeto no futuro. 

As comunidades que correm o risco de serem inundadas e, consequentemente, deixar de existir são as seguintes: Barra de Antas, Chã de Barra, Sítio Bonito, Nova Vivência e Beira Rio.


O fogo de monturo, ao que parece, trocou de roupagem. Mas o Povo estará sempre atento quanto às intempéries vindas por ações que possa atingir os caminhos já percorrido e as conquistas garantidas, assim nós vamos continuar a luta seja de qual forma for, estar atentos e vigilantes nas sombras ainda existentes do latifundiário que pelo tempo só mudou de posição.

O segredo é unirmos todos pela memória sagrada dos que se foram, é um dever pelo sangue derramado dos mártires da luta por dignidade e direitos!


 Imagens da Audiência Popular no povoado Barra de Antas: